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Frei Xavier Plassat denuncia que aprovação da PEC do trabalh...
Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho
Brasil
TRABALHO ESCRAVO
Frei Xavier Plassat denuncia que aprovação da PEC do trabalho escravo é alvo de negociação
Em entrevista o religioso diz que as condições impostas para essa aprovação são um verdadeiro retrocesso

Em entrevista concedida à Regional Latino-Americana da UITA, Frei Xavier Plassat, da Comissão Pastoral da Terra, revela a intenção dos ruralistas ao defenderem alterações na caracterização do trabalho escravo e ao colocarem como condição para aprovar a Proposta de Emenda à Constituição 57-A/1999, a alteração da definição do conceito de trabalho escravo inscrito no artigo 149 do Código Penal, representando um grande retrocesso, segundo Plassat.

Na visão dele, a intenção dos ruralistas é retirar todos os outros elementos que dizem respeito a condições degradantes, a jornadas exaustivas, que configuram a pior e a principal forma de escravização.
 
Mas, como um alento, Frei Xavier explica que a manifestação da relatora da ONU, Gulnara Shahinian, em apoio à PEC, taxando a matéria como uma das mais avançadas no combate à escravidão contemporânea, deixou os parlamentares contrários à sua aprovação em uma situação difícil.
 
Situação da PEC 57-A
 
Aprovada na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania – CCJ do Senado, a PEC 57A/1999, que prevê o confisco de áreas urbanas e rurais onde seja comprovada a prática de trabalho análogo à escravidão, aguarda inclusão na pauta do Plenário do Senado, para o primeiro turno de votação.
 
Em agosto deste ano, a matéria chegou a ser incluída por duas vezes, mas foi retirada sem ir à votação. Ela precisa ser votada em dois turnos no Senado, para ser promulgada.
      
sinait.org.br
21 de outubro de 2013