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Cervejaria Nacional retém salário como medida de pressão
Em Managua,
Panamá
SABMILLER
Cervejaria Nacional retém salário como medida de pressão
SABMiller condicionou o pagamento da quinzena à suspensão da greve
20150714-SABPanama610
Se ainda existiam dúvidas sobre a prepotência e a soberba, tão características do modus operandi da Cervejaria Nacional (SABMiller), estas ficaram totalmente comprovadas após a chantagem sofrida pelos trabalhadores em greve, quando foram receber o pagamento de sua quinzena de trabalho, no dia 13 de julho.
“A negociação continua travada. Em lugar de buscar uma aproximação, a Cervejaria Nacional mantém uma posição fechada e agressiva. Agora está condicionando o pagamento da quinzena dos trabalhadores à suspensão da greve”, denunciou hoje para A Rel, Jonathan Vélez, secretário de Educação do Sitrafcorebgascelis.

De acordo com as suas declarações, o último pagamento foi realizado no final de junho e, nesta segunda, 13 de julho, os trabalhadores filiados ao Sitrafcorebgascelis e ao STICP esperavam o pagamento da primeira quinzena do mês.

“É evidente que se trata de uma medida de pressão da SABMIller para nos forçar a aceitar suas condições. A empresa sabe que os trabalhadores precisam deste dinheiro para cobrir suas necessidades e as de suas famílias durante a greve.

Isto é vergonhoso, porque está violentando o direito que temos de receber o nosso salário, que está sendo usado como uma arma contra esta greve justa e legítima”, explicou Vélez.
Quanto mais repressão, mais solidariedade
“Unidos, não falharemos”

Em vez de minar o ânimo dos trabalhadores em greve, a chantagem descarada da empresa está gerando ainda mais unidade. Além disso, estão se multiplicando os gestos de solidariedade, tanto nacional como internacionalmente.

Sindicatos e organizações da Bolívia, El Salvador, Honduras, Guatemala, Nicarágua, Panamá e República Dominicana, filiados à UITA, se solidarizaram com os trabalhadores em greve e preparam ações de protesto contra a SABMiller, em seus respectivos países.

“Nós, trabalhadores, nos manteremos animados, unidos, solidários e até estamos cozinhando em frente aos centros de trabalho. Também continuamos com os piquetes e com as mobilizações diante do Ministério do Trabalho e da unidade central da Cervejaria Nacional.

Uma coisa está muito clara para nós: mesmo que não nos paguem, não vamos desistir. Ou a empresa reavalia sua posição e negocia ou isto vai dar pano pra manga”, concluiu o diretor.

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Fotos: Sitrafcorebgascelis
Rel-UITA
15 de julho de 2015

Tradução: Luciana Gaffrée

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