
Assim, a CONTAG espera que o Governo reconheça e valorize os sujeitos do campo, atendendo as demandas com medidas e políticas concretas para avançar com a reforma agrária, fortalecer a agricultura familiar e proteger os e as assalariados e assalariadas rurais, assegurando aos homens e mulheres o direito à terra e ao território.
Bem como a transição para agroecologia visando a produção e oferta de alimentos saudáveis, preservar e conservar a biodiversidade, e fortalecer as políticas públicas de geração de trabalho decente e de proteção social e cidadania, dentre as quais destacamos a saúde, educação de campo, previdência e assistência social, segurança e comunicação.
Em 2015 o Grito da Terra Brasil acontece de 18 a 22 de maio, assim como no ano anterior, acontecerá de forma conjunta em todo Brasil, unindo em só grito, trabalhadores e trabalhadoras rurais dos municípios, estados e em Brasília.
Mais de 12 milhões de pessoas, vivem, trabalham, geram renda e são responsáveis por 38% do Valor Bruto da Produção Agropecuária Nacional.
Destaca-se também, a participação de 4,1 milhão de assalariados e assalariadas rurais que contribuem expressivamente para a produção de riqueza no campo.
A força produtiva e econômica da agricultura familiar e do trabalho assalariado, associada à dinâmica social, cultural e organizacional dos povos do campo movimenta o interior do Brasil e faz do espaço rural um lugar possível de se construir o bem-viver.
Entretanto, o agronegócio e os grandes projetos de infraestrutura continuam investindo pesadamente sobre os territórios da agricultura familiar e sobre áreas protegidas institucionalmente, impondo um modelo produtivo padronizado e dissociado da estratégia de abastecimento interno e de garantia da soberania alimentar.
Da mesma forma, os assalariados e assalariadas rurais continuam em grave situação de vulnerabilidade e submetidos à violação de direitos, inclusive ao trabalho análogo a escravidão.
Diante desta situação e da conjuntura política e econômica que estamos vivendo, o Movimento Sindical dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais reivindica que o Governo adote medidas estruturantes e justas, realizando as mudanças necessárias para avançarmos com o desenvolvimento rural sustentável e solidário.

